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10h05 28 de Abril de 2013 Imprimir
 
BIOGRÁFICA JOSÉ WALTER LEITE 'POR ANTÔNIO TORRES'



Por Antônio Novais Torres


José Walter Leite se caracterizava por ser uma pessoa perfeccionista, altamente organizada. Seus objetos pessoais tinham lugar certo, desde o vestuário aos alfarrábios, tudo era arrumado para facilitar o manuseio de acordo com a sua preferência. Homem sério, honrado, probo, oriundo de uma família religiosa, deu seguimento à fé ardente cultivada na crença de Deus Salvador, ensinamentos recebidos da família. Viveu com dignidade, respeitado por todos: amigos e colegas de trabalho, tendo em vista o seu comportamento exemplar de cidadão correto e responsável.

 

Nasceu em 06 de abril de 1918 e era filho de José Joaquim da Silva Leite (Coronel Zeca Leite), cujo nome batiza a Praça da Prefeitura, e de dona Júlia Arlinda da Silva Leite.

         

Fez o curso primário em Bom Jesus dos Meira, hoje cidade de Brumado. Em seguida, foi para Caetité, única opção de estudos na região e cidade cultural do sertão, para cursar o Ginasial no Colégio do Padre Palmeiras, nos anos de 1936/38, e não o conclui, visto que, o curso fora transferido para Vitória da Conquista.

         

Em setembro de 1948, trabalha na empresa Magnesita S/A até que seu pai, Coronel Zeca Leite, convida-o para trabalhar com ele no comércio, como correspondente do Banco do Brasil S/A e agente da Sul América Seguros de Vida.

         

Em 1950, 1º de março, casa-se com a senhora Florisa Ramos Viana Leite, na cidade de Rio de Contas. Dessa união, o casal teve os seguintes filhos: Maria josé Viana Leite Santos, (Zezé), José Walter Leite Filho, (Valtinho), Orlando Brás Viana Leite, Ana Maria Viana Leite, Carlos Alberto Viana Leite (Viana) e José Luiz Viana Leite (Zebinha) que lhes deram netos e bisnetos, alegrias que preencheram o seu viver.

         

Em 1952, por concurso público, é nomeado para exercer o cargo de Escrivão do Júri e das Execuções Criminais, em substituição ao então titular do Cartório, senhor Hermes Santos, que se aposentara em 17/10/1952.

         

Em 07 de setembro de 1953, habilitado por concurso público, o Governo do Estado da Bahia nomeia-o Escrivão do Júri e das Execuções Criminais, 1ª classe do Termo de Brumado. Presta à Justiça outros serviços, acumulando funções como Escrivão do Eleitoral da 90ª Zona, Cartório de Registro das Pessoas Naturais, Tabelionato de Notas e outros, em substituição aos titulares.

           

Em 07 de abril de 1988, após 36 anos de trabalho dedicados à Justiça, através da Portaria publicada no Diário Oficial, é declarado aposentado o senhor José Walter Leite, Escrivão dos Feitos Criminais, do Júri, das Execuções Penais e de Menores, Classe C da Comarca de Brumado, 3ª Entrância, cadastro nº 30.229.

         

A partir da sua aposentadoria em 1988 até o seu falecimento em 2010, dedica-se exclusivamente aos familiares, aos quais serviu com denodo e satisfação, dedicando-lhes toda a atenção, especialmente aos netos e bisnetos, aos quais procurava agradar com presentes e apoio financeiro. A família é o esteio social em que inicialmente se ampara e posteriormente se é amparado.

 

Zé Walter era um homem independente. Autossuficiente, fazia questão de, ele próprio, cuidar dos assuntos que lhe cabia executar, como pagamento das contas, recebimento da aposentadoria e outras obrigações que lhe diziam respeito.

         

Participativo, fez-se presente nos casamentos de familiares e amigos e em todos os eventos sociais que exigiam a sua presença na qualidade de familiar e como cidadão. Por conta disso, fez várias viagens a diversas cidades, participando com entusiasmo e alegrias, como convidado, para prestigiar, com a sua presença, as convocações formuladas. A última formatura que presenciou foi em 18 de setembro de 2010, na conclusão do curso de psicologia da neta Sara Luísa, em Salvador e prestou significativa homenagem à concludente. Sara era uma das netas preferidas de Zé Walter, a quem eram destinados os melhores mimos, sem, contudo, desfazer-se dos demais. Era uma questão de simpatia ou de empatia que os envolvia.

         

Zé Walter Leite era um contumaz leitor, devorador de livros, palavras cruzadas e rascunhava mensagens de aniversários para os membros da família em que, por ser numerosa, sempre havia aniversários. Não se esquecia de ninguém, nem mesmo dos amigos mais chegados que lhe eram caros, e o presente era coisa certa. No retorno das viagens que fazia e nas festas comemorativas de que participava, todos eram lembrados e presenteados, uma obrigação que lhe dava prazer.

         

Gostava de ler, de escrever e de recitar poesias, alegrando a família, sobretudo, para mostrar suas habilidades culturais e a consciência de uma memória privilegiada. Alguns poemas da sua predileção: Assim quero envelhecer, de Iracema Osório Jorgens; Navio Negreiro, de Castro Alves; A lágrima, de Guerra Junqueiro; Orgulhosa, de Trasíbulo Feraz (esta era a preferida das netas); Coração materno, de Vicente Celestino; A flor do Maracujá, de Catulo da Paixão Cearense; Deus, de Casemiro de Abreu etc.

           

O escritor brumadense Sebastião Cardoso, Tiãozito, na passagem dos noventa anos de Zé Walter, fez-lhe uma homenagem, da qual destaco o excerto: “Entre seus irmãos eu pressenti que você era o mais longevo, em consequência das múltiplas atividades forenses com a responsabilidade de um cidadão de bem, com a cultura colhida em cada dia de diálogo com juízes, promotores e advogados”.

 

PARTICULARIDADES:

         

Frequentava aulas de hidroginástica, praticava, todas as manhãs, caminhadas, após as quais se hidratava tomando água do coco, portanto não se descuidava da saúde, o maior bem do indivíduo, e Zé Walter tinha essa consciência, daí a sua longevidade.

         

Nas comemorações de seus aniversários, fazia uma preleção de agradecimentos aos convivas, à festa programada pelos parentes e amigos, o que o deixava muito orgulhoso e emocionado pela lembrança que o envaidecia e fazia-o vibrar com as congratulações de parabéns e felicitações.

 

Cultivava amizades, e seus colegas de trabalho respeitavam-no como cidadão e sempre o procuravam para uma prosa. A todos ele dedicava atenção. Homem de fé, religioso católico, frequentava os eventos promovidos pela igreja e assistia às missas com devoção fervorosa. Ele dizia: “A vida é apenas um momento incrustado na eternidade, mas que merece ser vivida com todo carinho e com toda intensidade”.

         

Certa feita, quando eu viajava para Salvador, Ana Viana, sua filha, minha conhecida, solicitou-me que encaminhasse Zé Walter até o terminal de desembarque na rodoviária, que alguém estaria a esperá-lo. Ocorre que o ônibus chegou adiantado, e quando procurei por Zé Walter não o encontrei. Terminei por identificá-lo através de uma boina que usava e pelo tamanho, por tratar-se de uma pessoa de baixa estatura. Ele estava telefonando para a pessoa localizá-lo. Enfim, o susto amainou-se. A missão estava cumprida.

         

Na comemoração dos seus noventa anos, recebi um convite para a missa de Ação de Graças e a recepção na Casa da Amizade, infelizmente não pude estar presente.

 

Zé Walter Leite viveu com dignidade, temente a Deus, devoto de São José, lia constantemente a história da vida do Santo, princípios e ideais da sua convicção doutrinária. Homem de fé, católico praticante, viveu esse sentimento em todos os momentos da sua vida.

 

 Faleceu em 03 de outubro de 2010, com o dever cumprido, com a serenidade dos justos, deixando muitas saudades aos familiares e amigos.

         

Em homenagem a Zé Walter Leite, transcrevo o poema de Iracema Osório Jorgens (escrito aos 85 anos de idade; hoje já falecida): “Quero envelhecer sorrindo,/Depois de tanta lágrima vertida,/Quero envelhecer servindo/Para dar sentido à minha vida!/Quero envelhecer perdoando,/Com o coração sem ódio e sem rancor;/Quero envelhecer sonhando,/Que no mundo ainda existe amor./Quero envelhecer, Senhor,/Ao pé da tua Cruz, ao lado de Maria,/Secando suas lágrimas de dor,/E recebendo forças para um novo dia./Assim quero envelhecer,/Olhar para trás, missão cumprida./Juntar as mãos em prece e dizer: Aqui estou Senhor,/ recebe minha vida”.

 

Dados Fornecidos por Maria José Viana Leite Santos, dona Zezé, a quem agradeço pela colaboração e gentileza das informações.

 
(1) comentário(s)
 
 
28.04.2013
Maraia José Viana
Amigo Toe Torres, Obrigada pela belíssima homenagem prestada a papai. Coincidentemente, hoje mamãe faria 87 anos, se viva estivesse. Acredito estarem juntos, festejando a data. De cá, nós todos saudosos, mas conformados e felizes por termos tido o privilégio e a graça de os terem como pais. "A saudade eterniza a presença de quem se foi. Com o tempo esta dor se aquieta, se transforma em silêncio que espera, pelos braços da vida um dia reencontrar." É isso, amigo! Muito obrigada! Um abraço. Zezé
 
 
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